É na Pipoca que os foliões se divertem mais

Quem faz o Carnaval brilhar é o folião raiz, aquele que não se cansa de pular atrás do trio

Sendo a maior festa de rua do mundo, o carnaval de Salvador atrai foliões de todos os cantos do Brasil e do mundo. Para curtir a folia, há quem goste de ficar no camarote, mas quem é raiz mesmo é o folião pipoca. Ele, que sempre segue atrás do trio, não se cansa de pular, cantar e se divertir na avenida.

Dentre os principais trechos da folia está o circuito Osmar, no Campo Grande. Esse é um dos trechos que os foliões mais gostam de curtir a folia. Logo no início da tarde de segunda-feira (12), já era possível ver a multidão que ia se aglomerando durante todo o percurso. Todos estavam ali para ver seu cantor favorito.

Algumas das atrações do dia foram a Banda Mel, que este ano completa 40 anos, A Mudança do Garcia, Banda Didá, Thiago Aquino,  cantor Filipe Escandurras, As Muquiranas, Igor Kannário e BaianaSystem. Adultos e crianças brincavam no carnaval do Campo Grande em meio a uma mistura de sons, ritmos e danças, do jeito que o folião pipoca gosta.

As amigas Camila, Vanessa, Caroline e Maria que se acabavam de dançar contaram que é melhor ser folião pipoca do que estar no camarote. “A energia é muito melhor! Estamos curtindo o carnaval há três dias, mas nosso espírito estava aqui antes. Estamos esperando na ansiedade para ver BaianaSystem. Vamos saber hoje se aqui [Campo Grande] é melhor do que na Barra. Agora o problema aqui são as atrações que eles não investem tanto. Mas aqui eu acho seguro”, comentaram.

Folião pipoca é aquela pessoa que vai para o carnaval, mas que não usa abadá. Geralmente esse público pula a folia fora das cordas do trio elétrico. Como o abadá não é necessário, o folião pipoca investe nas fantasias. Anjinho, palhaço, caretas e personagens de seriados, além de muito glitter e criatividade. É assim que o folião pipoca se diverte no carnaval.

Joice Batista (24) e Maria Antônia Barreto (25) estavam no meio da multidão no circuito Osmar. As duas estavam curtindo a festa no Campo Grande pela primeira vez este ano. Maria, que é de Irecê, conta a experiência e faz comparação entre os circuitos.

“Eu fui no sábado na Barra e hoje aqui é meu segundo dia. Na Barra estava muito apertado, já aqui achei mais de boa”. A amiga, Joice, confirmou e afirmou que seguir atrás do trio, como uma tradicional foliã pipoca, é muito melhor.

“Não tem coisa melhor do que você estar ali pulando, todo mundo junto, você faz amizades, você coleciona momentos. O camarote é bom, porque você fica sentadinha quando bate o cansaço. Mas não tem comparação com estar no meio do povo. Até porque foi onde o carnaval nasceu. Não tem comparação”.

Cheias de brilho e energia, Ianka Oliveira e Paula Aquino, contam que estão curtindo a folia desde o primeiro dia na pipoca. “O carnaval aqui no Campo Grande está sendo melhor do que na Barra. Lá é sempre muito lotada. E aqui tem mais pipoca. Acho que no sábado de carnaval, vale a pena ficar no camarote, mas dói no bolso. Mas gostamos muito da pipoca. Na pipoca pegamos todas as apresentações, não ficamos limitadas”, disseram.

 

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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