Já na área do turismo, o governador pediu para se colocar toda a malha aérea emergencial de forma que os municípios gaúchos não percam atividade turística
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), pediu que o governo federal faça um programa para a manutenção de empregos nos municípios gaúchos que foram afetados pelas enchentes das últimas semanas. Já na área do turismo, o governador pediu para se colocar toda a malha aérea emergencial de forma que os municípios gaúchos não percam atividade turística.
“Estamos fazendo esse pedido e confio que será atendido também pelo governo federal, pela sensibilidade que já foi aqui expressa, pelos ministros e presidente da República, de um programa de atendimento emergencial à manutenção do emprego nesses locais afetados”, afirmou Leite, em evento do governo federal de anúncio de medidas de assistência da gestão relacionadas ao Rio Grande do Sul ontem. O evento ocorre em São Leopoldo.
No discurso, o governador falou sobre a suspensão por três anos do pagamento da dívida do Estado. Apesar de o pedido do governo gaúcho não ter sido atendido por completo, Leite reiterou que a negociação foi um “passo” e que vai dar capacidade de investimento ao Estado.
“Mas adiciono e pedimos aqui para colocar no radar do Ministério da Fazenda e do presidente Lula a perda de arrecadação que teremos por conta da atividade econômica que foi impactada”, disse. “Então, se a gente quer transformar toda essa dispensa da dívida em investimento, como queremos e precisamos, possivelmente teremos a necessidade de apoio que foi dado na época da pandemia de recursos que ajudem a compensar perdas arrecadatórias”, completou.
Fake news – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 14, um convite para que o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta (PT) explique o pedido de abertura do inquérito pela Polícia Federal (PF) sobre disseminação de informações falsas sobre as enchentes no Rio Grande do Sul.
Inicialmente, o pedido era para uma convocação, mas foi transformado em um convite. A data sugerida para a presença de Pimenta no colegiado é 28 de maio, mas o ministro pode se recusar a comparecer à audiência, caso queira.
O requerimento foi protocolado pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) sob alegação de que a investigação proposta por Pimenta e acatada pelo ministro de Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, tem como alvo apenas opositores do atual governo.
Na lista de pessoas a serem investigadas estão aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), um dos filhos dele, e o coach e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB).
No documento, o parlamentar justifica que o objetivo é que Pimenta “preste esclarecimentos acerca da abertura de um inquérito para perseguir opositores que denunciaram falhas e abusos do governo federal na tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, entre outros”.
Fonte: Tribuna da Bahia







