A OAF acolhe atualmente 72 crianças e adolescentes, sendo quase a maioria de recém nascidos com até seis anos de vida.
No dia 8 de junho, a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) realizará a 9° edição do Arraiá Solidário com objetivo de arrecadar recursos para a instituição que atua no acolhimento de crianças e adolescentes, há mais de 65 anos.
A festa será na sede da instituição, na Rua do Queimadinho, 17, na Liberdade, a partir das 13 horas. Os cantores, Virgílio Forrozeiro, a banda Viola de Doze e o Grupo SDS & Thalisson prometem trazer muito forró, samba, arrocha e sertanejo para animar o público.
“Estamos planejando tudo com muito carinho para proporcionar uma típica festa junina, com música, comidas e bebidas típicas, deste período tão gostoso para os baianos”, lembrou o gestor da OAF, Jozias Sousa que conta com apoio da Prefeitura de Salvador, Saltur, Central de Outdoor, Bahia Eventos e JMF Empreendimentos.
A OAF acolhe atualmente 72 crianças e adolescentes, sendo quase a maioria de recém nascidos com até seis anos de vida. “As despesas com bebês são altas, são 120 latas de leite de fórmula, 8.000 fraldas por mês e ainda tem os materiais de higiene pessoal, de limpeza e as demandas de saúde, já que muitas crianças tem necessitam especiais”, lembra Cleide Carvalho, coordenadora do serviço social da OAF.
Para além das despesas com saúde e alimentação, a OAF precisa de recursos para quitar dívidas que somam um custo mensal de R$ 100 mil. “Nós contamos muito com as doações e também com um convênio com a prefeitura, através da SEMPRE (Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer), mas ainda assim não é o suficiente para manter os custos”, explica.
A organização foi fundada em 1958, pela professora e advogada Dalva Matos que acolhia mulheres grávidas em situação de vulnerabilidade. “Muitas delas adolescentes grávidas que eram expulsas de suas casas pelos próprios pais” lembra o gestor.
Com o passar dos anos, as crianças dessas mulheres também passaram a ser assistidas pela OAF. Hoje as crianças e adolescentes acolhidos pela instituição se dividem em oito apartamentos onde se alimentam e são cuidados pelas chamadas mães sociais, em período integral. As crianças têm ainda atendimento com psicólogos, assistentes sociais, médicos, fisioterapeutas e outras atividades complementares, desenvolvidas por funcionários da instituição ou por voluntários.
Fonte: Tribuna da Bahia







