Casa do Benin celebra os 64 anos da independência do país africano

O evento foi aberto por uma mesa com a presença de Chicco Assis, diretor de Patrimônio e Espaços Públicos da FGM; Igor Tiago Gonçalves, gestor da Casa do Benin, e do presidente da Diáspora Beninense, Codjo Olivier Sossa

A Casa do Benin, equipamento gerido pela Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), celebrou, ontem, (1º), os 64 anos de independência do Benim com a presença de beninenses para a participação de diversas atividades ao longo do dia. A data contou com uma mesa de abertura, com a realização de conferências, de um desfile de moda africana, com o depoimento de empreendedores e a entrega de certificados.

Para o Consul do Benin na Bahia, Marcelo Sacramento, o primeiro de agosto é um dia de festa, “é a festa nacional do Benin, onde o povo beninense comemora a sua Independência, Independência que foi conquistada cessando o domínio francês, e nesse primeiro de agosto completa 64 anos”.

Ele relata que o Benin “amanheceu em festa, parada militar, festejos culturais e o presidente da República, Patrice Talon, comemorou em sua residência com um almoço, e, para nossa Felicidade, com comida baiana. Então, o fortalecimento das relações do Benin com a Bahia cresce e se fortalece. E a nossa crença e a nossa fé é que muito em breve retomemos essa relação direta através de um voo que ligará Salvador a Cotonu”.

Sacramento ressalta que “essa é a vontade do governo do Benin, essa é a vontade do presidente Talon e de todos os seus ministros e toda a sua estrutura e do embaixador Boniface Vignon, em Brasília. E esse esforço está sendo corroborado pelo presidente Lula, pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo prefeito Bruno Reis, que se colocaram à disposição para que, de fato, isso aconteça o mais breve possível. Essa será a retomada do abraço de irmãos entre a Bahia e o Benin, que está prestes a acontecer”, concluiu.

O evento foi aberto por uma mesa com a presença de Chicco Assis, diretor de Patrimônio e Espaços Públicos da FGM; Igor Tiago Gonçalves, gestor da Casa do Benin, e do presidente da Diáspora Beninense, Codjo Olivier Sossa. Logo em seguida, houve uma conferência sobre Vodun e Candomblé com Abiola Yayi, que tem uma história com a Casa do Benin, já que os pais dele foram os primeiros beninenses a atuar como gestores do equipamento, logo quando ele foi inaugurado.

“Neste 1º de agosto são completados 64 anos da independência do Benin e pela primeira vez estamos comemorando, juntamente com a Diáspora Beninense no Brasil, aqui na Casa do Benin, espaço que completou 36 anos em maio. Então, há beninense de todos os lugares do país presentes hoje para comemorar a data”, disse Igor Tiago.

Segundo ele, embora seja a primeira vez em que o evento é realizado por meio dessa parceria, o equipamento vem incorporando o 1º de agosto no calendário de programações, entendendo a importância de se comemorar a Independência do Benin. “Ano passado, abrimos a exposição Lapso Temporal em celebração aos 35 anos da casa, justamente no dia 1º de agosto, celebrando também a emancipação do país africano. Esse ano a diáspora chega junto com a gente para poder potencializar o dia. A ideia é que a gente fortaleça esta data e que nos próximos anos a gente consiga celebrar com cada vez mais potência como a ocasião merece”, complementou.

Para Olivier Sossa, foi um dia especial. “Para nós, é muito importante comemorar esta data aqui, em um lugar muito especial para nós. Depois de 64 anos de independência do Benin, tivemos progresso, paramos um tempo, então temos que parar um pouco para olhar para trás, ver as conquistas e as dificuldades para poder reorientar as ações de políticas públicas para o futuro da nossa nação. Então aqui também é um espaço para a troca de ideias, para entendermos o que podemos fazer daqui para frente para poder avançar e entrar no patamar dos países em desenvolvimento”, opinou.

Ele contou que criou um grupo que já possui a participação de 600 beninenses no Brasil, por onde foi possível divulgar o evento, além de ressaltar que a realização do encontro aqui em Salvador serviu também para que muitos que ainda não conheciam o espaço passassem a conhecer.

“Temos uma relação muito forte em termos de cultura e de ancestralidade. Lembro que a história do Brasil começou com a escravidão dos beninenses e de pessoas oriundas de todo o continente africano, que vieram para cá. A primeira parada foi aqui na costa da Bahia, depois foram distribuídos para outras regiões, países e continentes. Então aqui foi o ponto de partida de tudo. Celebrar aqui, é muito importante”, complementou.

 

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

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