Atualmente, a Escola possui mais de 50 alunos que enfrentam não só o risco de fechamento da instituição, como convivem com instalações que nunca passaram por uma reforma
Moradores e trabalhadores do Condomínio Busca Vida, em Lauro de Freitas, estão indignados com a possibilidade de demolição de uma pequena escola que há 50 anos funciona dentro da localidade. Construída para acolher crianças e filhos de trabalhadores ao longo dos anos, a unidade de ensino ocupa um terreno de cinco mil metros quadrados que estaria sendo alvo da especulação imobiliária com suposto aval dos próprios administradores.
“Terreno importante dentro do condomínio que é supervalorizado. A Escola foi construída pelos antigos administradores para facilitar a alfabetização dos filhos dos trabalhadores”, explicou Fernando Borba, economista e presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Rio Joanes.
Atualmente, a Escola possui mais de 50 alunos que enfrentam não só o risco de fechamento da instituição, como convivem com instalações que nunca passaram por uma reforma. “Para se ter uma ideia, ficamos sabendo pelo Instagram da iniciativa de retirada e acompanho há anos o descaso com a escola que se repete. Sempre sou muito maltratada quando denuncio”, afirmou uma moradora, que preferiu o anonimato.
Além da degradação dos banheiros, ativistas em defesa da unidade de ensino denunciam ainda precariedade da fossa. “Não melhoram, são consertos simples de se fazer, melhorar as salas para alunos. A instalação continua a mesma há 50 anos”, acrescentou ela.
A Escola recebeu crianças de diversos municípios baianos que chegaram junto com os pais, contratados para levantar casas no condomínio, hoje chamado de Busca Vidão, por causa dos diversos’ ruas fechadas dentro dele.
Pelos grupos de WhatsApp dos moradores, circula a informação de que um síndico profissional, junto com alguns condôminos, resolveu tirar a escola e fazer da atual área de 5 mil metros quadrados um “centro de convivência” bastante questionado pelos opositores.
“Um condomínio desse tamanho, com tanta área em comum, é preciso mesmo derrubar a escola dos filhos dos trabalhadores para construir centro de convivência? Não tinha outro lugar? É uma história um pouco complicada de se acreditar”, acrescentou a moradora e ativista.
Fonte: Tribuna da Bahia







