Dietze destaca a importância do planejamento para pagamento das contas de janeiro, especialmente, de ter a noção dos gastos e deixar uma reserva para pagar o IPVA, IPTU, matrícula escolar, entre outros compromissos
A chegada de 2025 traz consigo um misto de expectativas, dentre elas, a de fechar as contas do início do ano com saldo positivo. Isso porque a maioria das famílias brasileiras enfrenta o desafio de lidar com despesas típicas do período, como impostos e material escolar, em meio aos gastos e dívidas contraídas em 2024.
Diante deste cenário, o Guilherme Dietze, consultor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio BA) aponta caminhos para fugir do endividamento e honrar com os compromissos no ano que se inicia. Segundo ele, esse é um tema que sempre vem à tona nesta época do ano por conta de uma educação financeira muito frágil no Brasil.
“As pessoas vão vivendo o seu dia-a-dia esquecendo o futuro. Isso aí não é de agora, não é do ano passado, é décadas, é a história do brasileiro”, afirma. Isso se reflete no hábito comum de receber o 13º salário e o salário de dezembro e gastar com o Natal, Réveillon e com as férias de janeiro, esquecendo do compromissos.
Dietze destaca a importância do planejamento para pagamento das contas de janeiro, especialmente, de ter a noção dos gastos e deixar uma reserva para pagar o IPVA, IPTU, matrícula escolar, entre outros compromissos.
Sobre as dívidas, o economista orienta sobre a forma de pagamento, explicando que o pagamento à vista tem um desconto de até 5%, mas que a taxa de justos está em cerca de 14%. “Então, é preferível, tecnicamente falando, que a pessoa deixe o dinheiro no banco e parcele, porque você vai conseguir muito mais do que 5% de rentabilidade num período de meio ano ou mais de um ano”, detalha.
De acordo com o especialista, é recomendável que seja feito o parcelamento da dívida ao máximo possível, desde que não haja juros. Se for necessário recorrer a um empréstimo, Dietze indica o crédito consignado ou pessoal, que possuem uma taxa de juros mais baixa, orientando ainda que as famílias evitem o rotativo do cartão e o cheque especial.
Em suma, o consultor da Fecomércio BA elenca as dicas para evitar o endividamento em 2025: primeiro, o planejamento; não conseguiu planejar, parcele esse compromisso; não conseguiu parcelar, barganhe no banco o crédito com juros menos elevado; se não der, venda algum bem para quitar a dívida. E para evitar que essa situação se torne corriqueira, é recomendável que as famílias revisem todo o cronograma financeiro em relação aos gastos, especialmente em razão da postura imediatista na questão dos gastos e consumo.
Fonte: Tribuna da Bahia







