Evento tradicional do bloco afro celebrará a cultura e a ancestralidade negra em sua 44ª edição, coroando a nova representante na Senzala do Barro Preto, em Salvador
A tradicional Noite da Beleza Negra, realizada pelo bloco afro Ilê Aiyê, chega à sua 44ª edição neste sábado (15), na Senzala do Barro Preto, em Salvador. Durante o evento, será escolhida a Deusa do Ébano 2025, que receberá a coroa das mãos da atual rainha, Larissa Valéria Sá Sacramento.
Ao todo, 15 mulheres, com idades entre 19 e 35 anos, disputam o título de rainha do bloco. A eleita fará sua estreia oficial no Carnaval de Salvador, que neste ano celebra os 50 anos do primeiro desfile do Ilê, o bloco afro mais antigo do Brasil. Para esta edição especial, o tema escolhido foi “Kenya: Berço da Humanidade”.
Conheça as finalistas:
Adriane Silva e Silva
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 19 anos
- Bairro: Liberdade, Salvador
- Profissão: Administradora
- Trajetória no concurso: Primeira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Porque representa minha história, minha ancestralidade, meus antepassados”.
Camila Cruz Silva
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 33 anos
- Bairro: Subúrbio Ferroviário, Salvador
- Profissão: Trabalha com estética afro
- Trajetória no concurso: Quarta vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Por representatividade, mostrar que a gente pode. É uma realização não só do meu sonho, mas da minha ancestralidade, é trazer toda essa história que minha mãe não conseguiu e que hoje eu estou conseguindo”.
Caroline Lopes dos Santos
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 31 anos
- Bairro: Plataforma, Salvador
- Profissão: Estudante de Pedagogia e auxiliar de classe
- Trajetória no concurso: Segunda vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Porque a história do Ilê Aiyê é o que me representa, é o que eu vivo. Não tem como se falar da história sem vivência, e o Ilê traz essa minha vivência”.
Cecilia da Silva Santos
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 34 anos
- Bairro: Garcia, Salvador
- Profissão: Consultora de imagem e personal stylist
- Trajetória no concurso: Quinta vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Eu acredito que eu sou o símbolo dessa transformação da mulher negra na sociedade. O Ilê Aiyê me inspirou a defender os meus valores, defender a minha história em qualquer espaço que eu pudesse pisar”.
Isis Renata do Espírito Santo Dantas Nascimento
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 29 anos
- Bairro: Engomadeira, Salvador
- Profissão: Fisioterapeuta
- Trajetória no concurso: Segunda vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “É um ato político de transformação da nossa sociedade, empoderamento da mulher preta, afirmação da nossa cultura, da nossa identidade e a exaltação dessa beleza, além de reverenciar os nossos ancestrais”.
Ivana Muniz Paixão
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 33 anos
- Bairro: Lençóis, Chapada Diamantina
- Profissão: Dançarina, afro-empreendedora e guia de turismo
- Participação no concurso: Terceira vez
- Trajetória no concurso: concorre pela terceira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “É importante levar esse título de Deusa do Ébano para o interior da Bahia, para que as mulheres e crianças acreditem na sua potência, força e beleza. Há muitos anos, o manto sagrado só fica aqui em Salvador, esse ano estou aqui pra levar para o interior da Bahia”.
Lorena Xavier Silveira Bispo
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- Idade: 22
- Bairro: Itapuã, Salvador
- Profissão: dançarina, escritora e comunicadora
- Trajetória no concurso: concorre pela segunda vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “É um lugar de representatividade, onde eu trago a minha história. O Ilê é uma instituição de mecanismo social, político, cultural e artístico. Então, o meu compromisso enquanto Deusa do Ébano é dar continuidade e zelar por isso”.
Maria Victoria de Souza Conceição
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- Idade: 19
- Bairro: Federação, Salvador
- Profissão: digital influencer
- Trajetória no concurso: concorre pela primeira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Para deixar a força, tanto para as outras mulheres negras quanto para aquelas que ainda virão a nascer, a história, e mostrar que o lugar da mulher preta é onde ela quiser fazendo o que ela quiser”.
Nayara Amanda Guimarães Temporal Costa
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- Idade: 33
- Cidade: Recife, Pernambuco
- Profissão: dançarina e instrutora de Mat Pilates
- Trajetória no concurso: concorre pela segunda vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Pelo meu amor à dança, a essa dança da África que o Ilê traz. É muito difícil a gente falar do continente africano e o Ilê conta a história do continente africano, e eu me identifico muito com isso”.
Rafaela Rosa Silva Oliveira
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- Idade: 29
- Bairro: Barra, Salvador; nascida e criada na comunidade da Roça da Sabina
- Profissão: pedagoga
- Trajetória no concurso: concorre pela quarta vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Porque além de ser uma representação, não só pra mim, mas para minha comunidade, trazendo a representação não só da dança, não é só um concurso estético. Ele é político”.
Stephanie Ingrid Silva Souza de Deus
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- Idade: 23
- Bairro: Santa Cruz, Salvador
- Profissão: artista e educadora
- Trajetória no concurso: concorre pela segunda vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Eu já me vejo nesse lugar de destaque, de fala. Para além da dança, eu quero inspirar e representar mulheres e crianças negras a também se verem neste lugar”.
Tainã Santana Vieira
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- Idade 31
- Bairro: Lapinha, Salvador
- Profissão: psicóloga
- Trajetória no concurso: concorre pela terceira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Eu tenho uma filha de cinco anos, então é muito mais por essa questão de representatividade pessoal, dentro de casa. Essa construção enquanto criança negra, para quando crescer, se reconhecer enquanto mulher negra”.
Thuane Vitória Pereira Santana
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- Idade: 27
- Bairro: Fazenda Grande do Retiro, Salvador
- Profissão: cuidadora de idosos
- Trajetória no concurso: concorre pela terceira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Para mim é um resgate ancestral, uma realização do sonho em memória da minha mãe, e das minhas filhas hoje. É me impor perante a sociedade, esse título traz para a gente esse empoderamento enquanto mulher preta”.
Wania Souza de Lima dos Santos
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 35
- Bairro: Cidade Nova, Salvador
- Profissão: educadora social em Dança e pedagoga em formação
- Trajetória no concurso: concorre primeira pela vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Tem uma frase que Vovô [do Ilê] citou muito, que era ‘vão fazer você lembrar que você é preto da pior forma possível’ e eu senti isso na pele. Não é isso que eu quero para mim, para minha filha e para as crianças que eu ensino enquanto artista e educadora”.
Yasmin Maria Santos da Silva
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Foto: André Frutuoso/Divulgação
- Idade: 19
- Bairro: Itapuã, Salvador
- Profissão: vendedora de veículos
- Trajetória no concurso: concorre pela primeira vez
- Por que quer ser Deusa do Ébano: “Tem uma representatividade muito grande na minha família. É expressar a minha voz negra para que outras mulheres acreditem que elas têm um lugar no mundo”.
A eleita representará o Ilê Aiyê em eventos e participações culturais ao longo do ano, exercendo um papel fundamental na exaltação da identidade negra e na promoção da história do bloco. O concurso vai além da beleza: é um reconhecimento à força, à ancestralidade e à trajetória das mulheres negras na sociedade.
Fonte: Tribuna da Bahia







