De acordo com o Sebrae, cerca de 10,3 milhões de mulheres são donas de negócios no Brasil
Hoje (8) se celebra o Dia Internacional da Mulher, mas ainda há muito o que se avançar no Brasil e no mundo. Diante de uma triste realidade de violência contra a mulher, de casos de machismo, desigualdades e falta de oportunidades, a data serve como alerta para a urgência de união entre poderes públicos e entes privados na luta por um mundo mais justo.
Um dos grandes desafios atualmente é proporcionar a autonomia financeira, essencial para a equidade de gênero e a redução da vulnerabilidade das mulheres. É nesse cenário, por exemplo, que surge o empreendedorismo feminino. Fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, ele promove a diversidade e a inovação no mercado, gera empregos e contribui para o crescimento econômico.
De acordo com o Sebrae, cerca de 10,3 milhões de mulheres são donas de negócios no Brasil, número que representa um crescimento de 35% entre os anos de 2012 e 2023.
Na Bahia, o último levantamento da entidade, datado de 2023, aponta para um total de quase 700 mil empreendedoras. O número de mulheres empregadoras também é significativo, com 1.392.678 mulheres nessa categoria. “Esses números mostram o crescimento do empreendedorismo feminino no país e a importância das mulheres no setor empresarial brasileiro”, afirma a entidade.
“O empreendedorismo feminino também desempenha um papel importante na luta pela igualdade de gênero, desafiando estereótipos e preconceitos nos ambientes profissionais. Ele ajuda a promover uma cultura mais inclusiva e respeitosa, onde as mulheres têm oportunidades iguais para se desenvolver e alcançar seus objetivos”, explica a especialista em empreendedorismo feminino Katia Santana de Albuquerque.
No entanto, para tornar o sonho do empreendedorismo uma realidade, é necessário o apoio de diversos setores dos entes privados e públicos: a começar pelas políticas públicas que combatam a violência, mas acima de tudo deem oportunidades que libertem as mulheres das amarras do machismo, que as empoderem como profissionais e a tornem livres para ser o que desejarem.
Fato é que as mulheres empreendedoras ainda enfrentam desafios, como discriminação e preconceito, jornada dupla, desigualdade salarial e barreiras financeiras. É importante que haja apoio e incentivos para superar esses desafios e promover o empreendedorismo feminino no Brasil .
Sebrae – Para apoiar o empreendedorismo feminino, o Sebrae promove o planejamento e o monitoramento sistemáticos; a persuasão e a rede de contatos; Desenvolve programas de formação e informação; Proporciona crédito para o desenvolvimento dos negócios.
Atualmente, o Brasil está entre os 10 países com o maior número de empreendedoras do mundo, segundo o Global Entrepreneurship Monitor.
Desafios – Apesar do crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil, as mulheres empreendedoras ainda enfrentam desafios, tais como acesso ao crédito; preconceito e discriminação; conciliação trabalho-família.
Vice-presidente de marketing da Mary Kay dá dicas de empreendedorismo feminino
Sonhando em ingressar desde sempre na multinacional Mary Kay, a atual vice-presidente de Marketing da empresa, Vick Gallo, deu algumas dicas à Tribuna da Bahia e contou um pouco de sua trajetória. A marca, uma das maiores de cosméticos do planeta, é reconhecida por sua abordagem inovadora de vendas diretas e por seu compromisso com o empoderamento feminino de várias maneiras: oferecendo às mulheres a oportunidade de construir seu próprio negócio de vendas diretas, ao desenvolvimento pessoal com ofertas de treinamentos e programas de desenvolvimento pessoal para ajudá-las a desenvolver habilidades e confiança.
Isso sem contar na rede de apoio: A Mary Kay tem uma grande rede de mulheres que se apoiam mutuamente, criando uma comunidade de empreendedoras que se ajudam a crescer, além de iniciativas de responsabilidade social que beneficiam as mulheres e as comunidades.
Vick Gallo iniciou sua trajetória em 2021 como Diretora de Produtos e Inteligência Competitiva e hoje é uma grande liderança da empresa, que no mundo todo conta com mais de 3,5 mulheres empreendedoras. “Posso garantir que minha equipe tem mais de 95% de mulheres, com bastante diversidade. Meu papel é trazer mais equidade e mais igualdade para elas”, diz.
Segundo Gallo, um dos principais desafios é vencer as barreiras que muitas mulheres se colocam por uma questão histórica e estrutural. “Os medos que temos muitas vezes e que se aplica é a Síndrome do Impostor, de que a gente não consegue, que não estamos prontas. Então o primeiro desafio é vencer o medo e promover a autoconfiança. Acreditar que você pode. E isso dentro da Mary Kay é algo que não abrimos mão. Acredito em cada uma de nós”, destaca.
O segundo desafio, acrescenta ela, “seria você identificar aquilo que você quer pra você. Porque as necessidades de cada uma são diferentes. E o que eu estou disposta a entregar para um projeto de empreendedorismo pode ser diferente”, diz.
Por isso, Vick Gallo ensina a importância da mulher empreendedora, principalmente da Mary Kay, saber o que quer, o quanto está disposta a investir no seu projeto. “Nesse sentido a venda direta abre muitos caminhos. Outro desafio é buscar um ambiente seguro, uma empresa sólida. Se vai empreender dentro da venda direta, seja beleza ou não, busque marcas que te permitam ter orgulho do que você vai fazer”, explica.
Com toda a experiência e know -how como liderança de mulheres empreendedoras, Vick Gallo é enfática: o mais fundamental para que esta área dê certo é criar uma rede de apoio e, nesse caso, a Mary Kay tem uma grande rede de mulheres que se apoiam mutuamente, criando uma comunidade de empreendedoras que se ajudam a crescer.
“Por ser uma empresa de empreendedorismo feminino, nesse sentido, eu como líder e mulher, sinto prazer e uma responsabilidade de formar futuras líderes para estar em outros desafios. Isso é muito inspirador. A gente quer que nossas mulheres cresçam nas mais diversas áreas. Cheguem onde sonham chegar”, afirma.
O empreendedorismo feminino, conforme explica Vick Gallo, não se trata apenas de crescimento financeiro. “Na Mary Kay, muitas mulheres chegam comprando produtos para si. Então descobre que queria vender e queria gerar renda. Depois vê que é fácil para ela formar uma equipe. E assim ela se desenvolve como líder. Então, é uma questão não só financeira, mas de transformação social que envolve a sororidade. Uma puxa a outra e todas crescem. Somos uma empresa de mulheres para mulheres”, destaca.
Uma das vantagens do empreendedorismo feminino promovido, no caso, pela Mary Kay, é a grande abrangência nacional. “Para se ter uma ideia para ser uma diretora de vendas, você pode morar em um estado e desenvolver seu time em outro. Podem desenvolver equipes em diversos lugares do Brasil. Tem diretoras de vendas que estão no Nordeste e quando vem para São Paulo para um evento, fazem evento parte do time delas em São Paulo. Existem também oportunidades fora do país”, revela Gallo.
Hiperconectividade, treinamento e qualificação estimulam o empreendedorismo
Um dos motivos que fazem do empreendedorismo feminino algo que desenvolve seus personagens é a hiperconectividade, treinamento e qualificação. E, obviamente, reconhecimentos pessoais, com premiações, nomeações e mudanças de níveis de carreira.
“Durante o ano existem vários eventos em diferentes regiões do Brasil. O foco não é só uma questão das mulheres venderem. É se desenvolver e crescer. O foco está na educação sobre liderança, sobre administração financeira, técnicas com produtos, para se sentirem mais seguras para vender”, afirma Vick Gallo, vice-presidente de marketing da Mary Kay.
Eventos – Gallo explica ainda que a empresa desenvolve diversos eventos em todo o Brasil. “O mais importante acabou de acontecer em janeiro. É um evento que tivemos em torno de cinco mil pessoas presenciais. Em torno de duas mil on-line. Durante três dias tivemos esse conteúdo de educação, com aulas, palestrantes, diferentes temas que é para desenvolvê-las no negócio.
Fonte: Tribuna da Bahia







