Espaço colaborativo fortalece o empreendedorismo e lançará plataforma de cursos online
Obras de arte, bordados, roupas femininas e masculinas, bolsas, acessórios e perfumes produzidos, principalmente, por mulheres negras e indígenas são vendidos na Afrocolab. Até o final deste ano, uma loja virtual também vai hospedar trabalhos de empreendedores de toda a Bahia. Há 12 anos produzindo na marca Candaces, em Salvador, Ana Cristina Neves colhe os frutos da iniciativa desde quando foi aberta a primeira loja pelo governo baiano, em 2023.
“É muito difícil conseguir arcar com os custos de um espaço no shopping, como microempreendedor não temos condições, e para a minha marca foi um divisor de águas. As vendas e a visibilidade deram um salto. É muito gratificante”, compartilhou. Hoje a Candaces comercializa roupas femininas e masculinas, com estamparia afro, em Salvador e em São Paulo.
Secretária de Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães detalhou que a abertura da nova loja marca um momento de expansão do projeto, com lançamento também de uma plataforma de cursos no site da Sepromi.
“No Shopping Paralela vamos funcionar por seis meses. Junto com a abertura da nova loja, lançamos a Escola Virtual do Empreendedorismo Negro, que é uma plataforma de cursos 100% online e gratuita, porque entendemos que o conhecimento é uma ferramenta essencial para o aprimoramento desses pequenos negócios”, ressaltou Ângela.
De Pelotas, no Rio Grande do Sul, Viviane Rodrigues foi conhecer a loja do Shopping Paralela e expressou a busca pessoal por trabalhos confeccionados por pessoas negras. “Soube pela TV e imediatamente me interessei pela loja, porque eu tenho essa perspectiva, de valorização do empreendedorismo negro, da beleza, do ponto de vista cultural e étnico”, comentou.
A Loja Afrocolab também já funcionou como estação de trabalho para trancistas e maquiadores, além de ser ainda um espaço para lançamento de livros e apresentação de novos autores da literatura baiana.
Fonte: Tribuna da Bahia







