Projeto tem como objetivo ampliar o acesso do público à Concha Acústica do TCA
De olho no retrovisor, mas com as antenas ligadas no mundo de hoje, Marina perpassa, ao lado dos músicos Arthur Kunz (bateria) Carol Mathias (teclados), Giovanni Bizotto (violão) e Gustavo Corsi (guitarra), os caminhos modernistas que segue desde que surgiu, em 1979, com o álbum “Simples Como Fogo”.
Idealizado e dirigido por Candé Salles, o show tem um roteiro retrospectivo, montado por Fernando Muniz e Renato Gonçalves, com exibição de poemas por vídeo (como “Guardar”, obra-prima de seu irmão e parceiro Antonio Cicero), e reprodução de áudios de gravações de músicas como “Anna Bella” e “I’m on Fire”.
Além disso, a apresentação contém diversos sucessos em seu repertório, como “Me Chama”, balada de Lobão transformada em rock por Marina; “Mesmo Que Seja Eu”, música de Roberto Carlos e Erasmo Carlos que Marina ressignificou dois anos após a gravação original; “Eu Te Amo Você”; “Nada por Mim”; e “Nem Luxo Nem Lixo”.
Mesmo calcado no passado da artista, “Rota 69” a conecta com o presente, por meio do hit sáfico e dançante “Lunch” (2024), da cantora e compositora norte-americana Billie Eilish. Também está presente no show a música “Na Minha Mão”, parceria com Alvin L no álbum “Pierrot do Brasil”, de 1998.
O título da turnê faz alusão tanto à rodovia norte-americana Rota 66 — imortalizada como símbolo de liberdade da juventude nos EUA, onde Marina passou parte da infância — como aos 69 anos da artista. “Rota 69” é um show de letra, música e dança; é, sobretudo, um show para quem se afina com a ideologia da cantora e compositora.
Fonte: Tribuna da Bahia







