Mostra inédita homenageia o artista plástico e performer icônico da cena soteropolitana
A mostra reúne 50 obras inéditas, 27 pinturas em acrílico sobre tela e 18 objetos icônicos, incluindo esculturas em ferro, cabeças, falos de Exu, manuscritos e vestimentas performáticas. Projeções audiovisuais e o documentário “Sarcófago”, dirigido por Daniel Lisboa, que investiga o universo criativo de Fygura, também compõem a exposição. O público também poderá assistir a um registro inédito de um show do artista, gravado pelo mesmo cineasta, e explorar elementos sonoros produzidos pelo próprio Jayme, como sua icônica caixa de som.
Para o curador Danillo Barata, a exposição busca recriar o impacto sensorial e visual que Fygura provocava em sua trajetória. “Suas esculturas, máscaras e pinturas exploram o corpo como território de inscrição da violência, mas também da reinvenção. Em sua produção, Jayme se apropriava de materiais reciclados, sucatas e detritos urbanos, subvertendo a estética da precariedade em uma estratégia de potência criativa. As figuras híbridas e grotescas que emergem de suas obras desestabilizam qualquer leitura homogênea do corpo negro, tensionando noções de humanidade e subalternidade”, destaca.
Fonte: Tribuna da Bahia







