Expectativa para construção civil na Bahia é otimista

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a expectativa é de um crescimento de 3,5% no setor da Construção em 2025

Quem circula pelas ruas de Salvador e pelas cidades do interior da Bahia percebe o cenário: tapumes, guindastes, andaimes e betoneiras em plena atividade. A construção civil no estado segue um fluxo de crescimento que, segundo empresários do setor, é de boas expectativas.

Em meio ao vai e vem de operários e caminhões nas avenidas, há também esperança – tanto para os investidores quanto para quem depende da construção para trabalhar. A retomada de obras públicas, o retorno de programas habitacionais e o aquecimento do mercado imobiliário desenham um panorama positivo para 2025. .

Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), o setor cresceu 4,1% nos três primeiros trimestres de 2024 na Bahia, em comparação ao mesmo período de 2023. O crescimento continuou em ascenção o resto do ano passado, pavimentando o caminho para 2025.

A expectativa para este ano é de um novo avanço na Bahia e no Brasil. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a expectativa é de um crescimento de 3,5% no setor da Construção em 2025.

“Nossa expectativa para 2025 é muito boa com o retorno do programa. O grande desafio é atrair novas indústrias, novas conexões para a construção civil”, afirmou o presidente do Sinduscon-BA, Alexandre Landim Fernandes, durante o evento Construnordeste, realizado em Salvador, no mês de fevereiro.

INFRAESTRUTURA

Desde então, o otimismo é compartilhado por outros segmentos do setor. De acordo com o Sintepav-BA, sindicato que representa os trabalhadores da construção pesada, a movimentação de obras de infraestrutura viária também deve crescer ao longo do ano, especialmente em cidades do interior com recursos do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Já o Sintracom-BA, que reúne trabalhadores da construção civil em Salvador, destaca a geração de empregos como um dos principais reflexos da retomada do setor.

Para se ter uma ideia, o setor da construção civil foi responsável pela criação de 2.167 empregos com carteira assinada na Bahia em setembro de 2024, representando 14,6% do saldo total de novas vagas no estado naquele mês. Os dados são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No acumulado de outubro de 2023 a setembro de 2024, a Bahia registrou um saldo ajustado de 90.838 novos empregos formais, um aumento de 27,8% na comparação com os 12 meses anteriores. No ranking dos setores que mais geraram postos de trabalho em setembro do ano passado, a construção civil ficou atrás apenas de serviços, que liderou com 7.634 vagas (51,3%), e do comércio, que respondeu por 3.301 empregos (22,2%).

Projeção – Durante um café da manhã realizado em janeiro deste ano na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), os representantes da construção civil já expressavam o clima de otimismo. O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, e o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Alexandre Landim, reforçaram na ocasião a expectativa de que 2025 seja um ano de forte expansão para o setor no estado.

”são ótimas as expectativas de crescimento para o ano de 2025, com construção de obras públicas e privadas. 2025 é um ano pós-eleição que deve movimentar muito a economia”. Ele também destacou o impacto positivo da Construnordeste, evento referência que acontecerá em outubro deste ano, dando mais força ao setor com a introdução de novas tecnologias e inovação.

Tecnologia

Além do aspecto econômico, há também um movimento tecnológico ganhando força no setor. O Hub da Construção, lançado pelo Sinduscon-BA em parceria com o CREA-BA, busca promover inovação ao conectar startups e empresas para soluções em sustentabilidade, produtividade e segurança no canteiro de obras.

No entendimento dos representantes do setor, o futuro da construção passa pela tecnologia e pela qualificação, fatores que podem manter a competitividade na Bahia.

Mesmo com o clima positivo, os empresários alertam para desafios. A escassez de mão de obra qualificada ainda é um gargalo, assim como a burocracia e os altos encargos tributários. A elevação das taxas de juros nos últimos meses também tem impacto no financiamento de imóveis e na execução de grandes projetos.

Em Salvador, bairros como Paralela, Imbuí, Pituaçu, Cabula e Stella Maris concentram novos empreendimentos, principalmente residenciais. No interior, cidades como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras e Lauro de Freitas também registram aumento nos lançamentos.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

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