Pintura de 52 metros valoriza cultura indígena no centro da capital baiana
Arte como presença e resistência

O megamural celebra as mulheres indígenas como guardiãs do bem viver, destacando o papel fundamental que exercem em suas comunidades. A obra carrega forte simbolismo ancestral e representa, em larga escala, a beleza, a resistência e a presença contínua dos povos originários nos grandes centros urbanos.
“Cada traço dessa pintura carrega a força da minha ancestralidade. Ocupamos esse espaço com arte, com luta e com memória. É um grito visual que diz: estamos aqui, seguimos vivos, seguimos criando”, afirma Yacunã Tuxá.
Um marco histórico no centro de Salvador

A curadoria é da jornalista e produtora cultural Vanessa Vieira, idealizadora do Projeto Mural. Para ela, a obra é um marco não apenas estético, mas também social e político:
“Realizar um projeto de arte pública com a maior empena artística de Salvador no coração da cidade é um marco cultural. Esse mural não é só um símbolo visual, é um chamado ao diálogo entre passado, presente e futuro, reafirmando Salvador como uma cidade plural”, destaca Vanessa Vieira.
Fonte: A Tarde







