Nhanderu, tema da exposição em Tupi-Guarani, faz uma referência a diversas manifestações da Natureza
Nas todas as telas, total de quatorze, Moisés mostra uma reconexão com a natureza. Em entrevista recente, o artista disse ter experimentado diversas técnicas, mas sua paixão pela pintura a óleo é indiscutível. “Me identifico com o processo, suas diversas camadas permitem que eu viaje, no momento da criação da imagem e do resultado, daí surge um riacho, um rio, uma árvore, uma sombra”, revelou Moisés, que estudou desenho, pintura e fotografia na Escola de Belas Artes (UFBA).
Nhanderu, tema da exposição em Tupi-Guarani, faz uma referência a diversas manifestações da Natureza. A inspiração do artista vem das inúmeras viagens que faz, a exemplo de sua paixão pela explosão demográfica da Chapada Diamantina, na Bahia, e pela Serra da Cantareira, em SP. Em seus trabalhos é possível perceber o quanto Moisés consegue se teletransportar para o que ele vê e sonha, imagens de sua memória – registradas em suas obras.
“Gosto de explorar lugares cercados pelos tons de verdes que formam a mata. Meu trabalho é, basicamente, uma reflexão da forma que vejo os diversos lugares ainda não agredidos e explorados pelo homem. Não é somente uma reflexão do que eu acredito, é uma imersão na importância, na preservação e como podemos nos reconectar”, acrescentou.
Fonte: Tribuna da Bahia







