IA será usada para reconstruir imagens de pessoas escravizadas na Bahia

A Inteligência Artificial está prestes a se tornar um elemento fundamental para o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). O órgão anunciou o lançamento do Projeto Fragmentos de Memória, integrado ao programa Resgate Ancestral, que pretende recuperar imagens através da IA.

Sob a condução do Diretor do APEB, Jorge X e a gerência de Adalton Silva, responsável pela Coordenação de Preservação, a iniciativa humaniza os registros de pessoas escravizadas e libertas na Bahia Colonial e Imperial, dando rostos à história.

Documento usado no projeto
Documento usado no projeto | Foto: Divulgação | FPC

A metodologia é dividida em três etapas principais: a digitalização dos passaportes de pessoas escravizadas e libertadas; um levantamento iconográfico, abrangendo dados de pesquisas acadêmicas e trabalhos visuais; e por fim, a criação de comandos para o resultado final dos registros.

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Atualmente, o projeto encontra-se na fase inicial, coletando dados e restaurando elementos como fotografias, gravuras e litografias para alimentar a IA e obter o melhor resultado possível. “Este projeto transforma documentos frios em rostos cheios de histórias. É um ato de justiça simbólica”, afirmou Jorge X, diretor do APEB.

Algumas imagens já foram geradas, mas não passam de estudos preliminares, produzidos a partir de testes de prompts e da restauração digital de fotos antigas. O resultado final só será divulgado em novembro de 2025, após passar por uma validação histórica conjunta com consultores e a equipe do APEB.

 

 

 

 

Fonte: A Tarde

 

 

 

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