AgSUS abre concurso com 130 vagas e salários de até R$ 16 mil

A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) divulgou nesta quinta-feira, 7, o edital de seu novo concurso público. O certame oferece 130 vagas imediatas e formação de cadastro reserva para profissionais de nível médio e superior.Os salários podem chegar a R$ 16.663,50, a depender do cargo. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até as 16h do dia 25 de agosto, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pelo certame.As taxas de inscrição variam entre R$ 70 (nível médio) e R$ 120 (nível superior). Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e doadores de medula óssea podem solicitar isenção, conforme critérios do edital.

Vagas e áreas de atuação do concurso

Nível médio: 24 vagas para o cargo de auxiliar de gestão.

Nível superior: 106 vagas para analista de gestão, com oportunidades nas áreas de:

  • Administração
  • Arquitetura
  • Advocacia
  • Comunicação Social
  • Contabilidade
  • Design Gráfico
  • Enfermagem
  • Engenharia Civil
  • Medicina
  • Psicologia, entre outras.

Todos os cargos exigem jornada de 40 horas semanais, com lotação na sede da AgSUS, em Brasília (DF).

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O edital reserva ainda cotas para diferentes grupos:

  • 25% para candidatos negros (pretos e pardos),
  • 5% para pessoas com deficiência (PcD),
  • 3% para indígenas,
  • 2% para quilombolas.

Etapas do concurso

A seleção será feita por prova objetiva, com aplicação prevista para o dia 12 de outubro, das 13h30 às 17h30, em Brasília. A avaliação terá 70 questões, divididas entre: 40 de Conhecimentos Gerais e 30 de Conhecimentos Específicos.

Para os cargos de nível superior, haverá também uma avaliação de experiência profissional (de caráter classificatório). Ter atuado no Sistema Único de Saúde (SUS) ou na saúde indígena será considerado um diferencial.

Além disso, candidatos autodeclarados negros, indígenas ou com deficiência passarão por etapas específicas de verificação de autodeclaração e perícia médica.

O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

 

 

 

 

 

Fonte: A Tarde

 

 

 

Fã de Cazuza encontra foto do cantor em campanha de crianças desaparecidas

Imagem do cantor foi vinculada ao projeto SOS Criança Desaparecida, do governo do Rio de Janeiro


Tribuna da Bahia, Salvador

07/08/2025 20:07
16 horas e 24 minutos

Foto: Reprodução/Redes Sociais


 

 

Morto há mais de 35 anos, o cantor Cazuza virou alvo de uma notícia falsa que tem circulado pelo Brasil, e de uma forma um tanto peculiar: uma foto do músico ainda criança foi colocada em uma campanha para encontrar crianças desaparecidas.

A descoberta foi feita por um fã, identificado como Pedro Oliveira, que publicou o momento inusitado em seu perfil no TikTok. No vídeo, uma foto de Cazuza ainda criança é associada ao nome Israel Silvino Pereira dos Santos, que teria desaparecido em 15 de julho de 2012. O músico morreu em 15 de julho de 1990, em decorrência de choque séptico causado pela AIDS.

 

 

O jovem, que é fã do artista, ficou chocado com o uso da imagem, e publicou o vídeo na rede social para que mais pessoas soubessem do engano. “Por que colocaram uma foto do Cazuza criança?”, questiona o fã, que mostra a etiqueta do botijão de gás com a imagem.

Nos comentários, vários seguidores ficaram chocados e questionaram qual o possível motivo para que a imagem do artista fosse utilizada. “Pode ser que a criança se pareça com ele, como não tinham foto, pegaram alguém parecido”, escreveu um seguidor. Outros se surpreenderam com a memória de Pedro, que teria reconhecido Cazuza na imagem.

No portal do SOS Crianças Desaparecidas, do governo do Rio de Janeiro, o nome informado aparece com a imagem atualizada, que pertence ao verdadeiro Israel Silvino Pereira dos Santos. O jovem segue desaparecido e qualquer informação deve ser informada ao no site oficial da campanha.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

Livro lançado na Flipelô apresenta cartas trocadas entre escritores

Cartas: Dias Gomes – Jorge Amado é o primeiro livro do acervo


Tribuna da Bahia, Salvador

08/08/2025 10:29
2 horas e 2 minutos

Foto: Acervo Fundação Casa de Jorge Amado


 

 

“Responder uma carta é um gesto de amizade”, era o que dizia o escritor baiano Jorge Amado à filha, também escritora, Paloma Jorge Amado. E como era amigo de muitas pessoas, Jorge Amado nunca deixou de responder a uma carta – e nem de guardar as milhares de correspondências que recebeu durante sua vida.

Todo o acervo de cartas está sob a guarda da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. É um material vastíssimo, de quantidade total ainda desconhecida. São caixas e caixas de correspondências que o famoso escritor baiano trocou com escritores, políticos, artistas e com Zélia Gattai, com quem foi casado. Até bilhetes eram guardados por ele, que sabia do valor que o material carregava. Inclusive, em muitas das cartas há a inscrição “para guardar”, escrita pelo próprio Jorge Amado, como orientação para ser armazenada em acervo.

 

 

“Jorge Amado tinha uma preocupação extraordinária em guardar. Tanto que muitas cartas trazem escrito, logo acima, as palavras guardar ou arquivar. Ele tinha cuidado com o acervo, que  passou para a fundação. A gente trabalha nele há muitos anos. E é um acervo delicado, porque há coisas que não podem ser abertas, por serem [muito] pessoais”, explicou Bete Capinan, coordenadora editorial da fundação.

“É uma correspondência imensa e até hoje a gente não conseguiu chegar ao fim.”

Parte do material já foi transformado em livro, como as cartas trocadas entre ele e o escritor português José Saramago e com o cineasta Glauber Rocha. Mas, agora, a Fundação Casa de Jorge Amado resolveu se debruçar ainda mais sobre o material, e criar uma coleção de livros que serão publicados pela Casa de Palavras, braço editorial da fundação.

O primeiro livro da coleção foi lançado na noite de ontem (7), no Palacete Tira-Chapéu, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador. Com o título de Cartas: Dias Gomes – Jorge Amado, o primeiro livro apresenta cartas que foram trocadas entre Jorge Amado e o autor de telenovelas e escritor também baiano Dias Gomes, que é o homenageado desta edição da famosa festa literária.

“Esse é o livro que dá início à Coleção Um Gesto de Amizade. A gente pretende publicar outros”, disse Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição responsável pela realização da Flipelô.

Segundo Ângela, o livro de Dias e Jorge apresenta uma correspondência muito leve, porque é uma correspondência realmente entre amigos. “Numa época em que não existia e-mail e em que até o telefone era difícil, eles realmente se correspondiam muito”, disse.

A seleção, organização e notas sobre as cartas foram realizadas por Bete Capinan, coordenadora editorial, e Paloma Jorge Amado, membro do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado.

Segundo Paloma, os próximos livros a serem publicados, desta coleção, são as correspondências trocadas entre seu pai e os escritores Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade e João Ubaldo Ribeiro. O livro com João Ubaldo pode ter cerca de 400 páginas, de tanto material que conseguiram reunir, informou.

“A história do João Ubaldo é muito boa. Eu perguntei para a Emília, a filha mais velha de João Ubaldo, se ela tinha as cartas do papai para o João, porque a gente tinha as do João para o papai. E ela me disse: ‘Menina, papai não era organizado como Jorge, era uma bagunça, até hoje a gente não conseguiu ver esse acervo e tal, mas eu agora vou passar o carnaval na ilha e vou dar uma olhadinha lá, quem sabe eu acho alguma coisa’. E aí, quando ela chegou na ilha, tinha uma estante lá com várias coisas, inclusive tinha uma pasta grande, onde estava escrito ‘correspondência de Jorge Amado’. E foi então que ela me disse: ‘Era a única coisa organizada lá’. O livro do João Ubaldo vai ser o mais difícil [de organizar], porque é um livro de quase 400 páginas. Mas ele é divertidíssimo. É não só engraçado, como é de chorar também de emoção. E é uma aula de escritura”, contou Paloma Jorge Amado.
Cartas para Dias Gomes

“Caro compadre. Você concedeu-me o mais eufórico despertar de toda a minha vida, ao telefonar-me, há poucos dias, às 8h da matina, para elogiar meu despretensioso romance, Decadência. É bem verdade que, no generoso propósito de me estimular, você pode estar fazendo um grande mal à literatura brasileira, incitando-me a cometer outros”, escreveu Dias Gomes, em junho de 1995, a Jorge Amado.

O pequeno trecho inicial da carta já apresenta um dos estilos mais característicos de Dias Gomes: a ironia, que foi também muito utilizada em várias de suas telenovelas exibidas na Rede Globo como Roque Santeiro e O Bem Amado.

Essa característica peculiar de Dias Gomes é também uma grande lembrança para sua neta, Tatiana Dias Gomes, que está participando da homenagem ao avô na Flipelô.

Em entrevista à Agência Brasil, ela conta que leu as cartas trocadas entre seu avô e Jorge Amado e que sua fina ironia e seu jeito brincalhão estavam muito presentes em várias  correspondências.

“Eu achei o livro lindo, que mostra uma amizade profunda. E a gente vai vendo essa amizade se aprofundando cada vez mais. Ao ler as cartas do meu avô, isso me deu muita saudade, porque vi ali o jeitinho dele falar: seu humor e seu jeito irônico e debochado.”.

Tatiana era ainda adolescente quando seu famoso avô faleceu. Sua avó, a também telenovelista Janete Clair, ela não chegou a conhecer. Por isso, na leitura dessas cartas, ela se comoveu com uma delas, que foi assinada por ambos. “Tem uma carta que eu achei bonitinha, em que ele escreve junto com a minha avó. Essa me chamou a atenção por ver o jeitinho dela junto com ele”, revelou.

Assuntos

Nas cartas, Dias Gomes e Jorge Amado falavam sobre livros, novelas, censura de obras, viagens e até indicação para a Academia Brasileira de Letras. Mas um tema específico chamou a atenção de quem leu: a Disney.

“As conversas são deliciosas. Tem um trecho do Dias Gomes contando para Jorge Amado que ele estava indo para a Disney levar a filha Mayra e que ele nunca pensou que, como comunista, ele iria para a Disney”, disse Bete Capinan, a coordenadora editorial da seleção dos documentos.

O trecho em que cita a viagem para a Disney fez a neta Tatiana rir, já que seu avô era um ferrenho comunista. “Eu lembro que ele gostava muito de ir para a Disney e a gente achava isso engraçado, porque ele se divertia muito. Ele falava: ‘nossa, lá eu viro criança.”

E é exatamente isso que Dias Gomes escreve na carta a Amado: “A verdade é que na Disney, os pais se divertem muito mais que os filhos. Todos temos, afinal, uma criança dentro de nós”.

A Flipelô prossegue até domingo (10), no centro histórico de Salvador, com programação inteiramente gratuita.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

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