Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, Fernando Guerreiro, presidente da FGM, ressaltou a importância da iniciativa e destacou o crescimento do Viva Cultura.
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“O Viva Cultura hoje já é um sucesso. É um projeto que já está rodando há mais de cinco anos, e que estamos fazendo hoje uma rodada para tentar incentivar ainda mais empresários e produtores culturais a usarem esse mecanismo. Porque, hoje, qual é a grande questão do movimento cultural? Recursos”, afirmou.
Potencializando recursos e engajando a classe artística
“Temos um movimento grande, onde muitos empresários e produtores culturais já estão acessando. Por isso, é importante potencializar isso e engajar a classe artística. É um mecanismo legal e muito importante. Além disso, para os produtores culturais, é um bom investimento, pois trabalhamos com a renúncia do ISS e do IPTU. O projeto é o correspondente municipal à Lei Rouanet e ao FazCultura”, explicou Guerreiro.
Segundo ele, a iniciativa busca atender à crescente demanda por recursos na cidade. “É justamente para incentivar e ampliar essa diversidade. Eu comentei recentemente que hoje temos uma quantidade grande de agentes culturais e projetos muito bons na cidade. Então, a oferta é enorme e a gente não está conseguindo cobrir tudo com recursos. Quanto mais pudermos potencializar esses recursos, melhor.”
“Há algum tempo, era difícil encontrar bons projetos. Hoje, a quantidade é absurda. Então, o Viva Cultura é mais um mecanismo pelo qual você pode acessar recursos e potencializar seu projeto”, completou.
Carnaval como movimento cultural
Fernando Guerreiro também abordou a importância do reconhecimento do Carnaval como movimento cultural. “Existe uma confusão enorme, porque, para mim, entretenimento é cultura. Então, isso sempre foi claro para mim. É uma maluquice essa divisão”, disse.
Ele citou a diversidade e o impacto da folia: “Quantos cantores têm no Carnaval, quantos movimentos existem, escolas de samba, blocos afro… como isso não é cultura? Para mim, não existe essa separação.”
Guerreiro ressaltou que outros grandes eventos também reforçam a cultura: “Quando você faz um grande festival, como o The Town, o que é aquilo senão cultura? Quantos artistas estão se apresentando ali? Quando você vai agora para a COP, tem vários shows, Festival Amazônia… tudo isso é cultura.”
Segundo ele, o reconhecimento oficial do Carnaval ajuda a superar preconceitos. “Esse reconhecimento do Carnaval de Salvador como movimento cultural ajuda a diminuir esse abismo, que, para mim, é ignorante, um preconceito muito grande.”
O Carnaval é um movimento cultural, genuinamente um movimento cultural fortíssimo, que gera muito recurso para a cidade e para o estado. Isso sempre precisa ser levado em conta







