As vantagens para o consumidor também são evidentes, como aponta Joadson Santos, fundador da empresa de cosméticos Meraki: “O grande diferencial de uma loja online é justamente a facilidade que o cliente tem para executar a compra, pagar e realizar todo o processo de forma mais rápida e prática, sem estar restrito ao horário comercial”.

Em todo o Brasil
Contudo, para atrair clientes e fazer a empresa crescer no ambiente digital, é necessário investir em estratégias de divulgação. “Uma loja online também exige investimentos, como ações de marketing. Aí entram os recursos que as redes sociais oferecem, além de ferramentas como o Google Meu Negócio”, orienta Fabrício Barreto, gestor territorial do Sebrae.
Com uma boa estratégia, as marcas conseguem alcançar públicos de diferentes regiões. “O modelo virtual nos permite vender para todo o Brasil. As clientes encontram no site toda a mobilidade que precisam, seja em Salvador ou em qualquer outro lugar”, afirma Camila Nascimento, dona da marca de acessórios Dua. Em contraponto, ela também destaca o benefício do ponto físico: “O espaço físico cria a oportunidade das pessoas vivenciarem a marca de perto”. Por isso, a Dua, criada em 2019, inaugurou sua loja em Salvador em 2023.
A loja física da Mony foi instalada na capital por objetivos semelhantes. Presente no digital desde 2022, a marca expandiu para o físico em 2024, motivada por fatores como a demanda das clientes de ver as peças pessoalmente, checar a qualidade e garantir a veracidade dos produtos – reflexo da insegurança que ainda existe em relação a possíveis fraudes no e-commerce.
“Além disso, um fator decisivo foi o desejo de estar mais próxima das minhas clientes, ouvi-las e entender melhor suas necessidades e expectativas”, explica Simone Pinheiro. Ela destaca que a transição exigiu muito planejamento: “Buscamos um local estratégico e encontramos uma excelente sala – centralizada, com estacionamento e segurança. Um dos maiores desafios foi encontrar um segundo funcionário que realmente se alinhasse aos valores da empresa. Esse processo levou alguns meses, mas, felizmente, conseguimos”.
Fabrício Barreto reforça outro ponto fundamental a ser avaliado: o hábito de consumo do público. “Antes de tudo, é preciso ouvir o seu público. Vale observar se ele já demonstra esse interesse, se há pedidos recorrentes ou se a marca identifica oportunidades em uma região onde já tem representatividade. Assim, a escolha do local físico deve ser guiada por critérios como fluxo, perfil do público, concorrência e comportamento de compra local. Por fim, o empreendedor deve alinhar esse movimento à persona definida no planejamento estratégico, para garantir que a experiência física reflita os mesmos valores e expectativas do digital. Tudo deve ser feito com planejamento, análise de mercado e atenção às reais necessidades do consumidor”, orienta.
Firmar presença

É assim que marcas nativas digitais conseguem firmar presença também no espaço físico. Para Joadson, que lançou a Meraki no digital em 2017 e abriu a loja física em 2024, esse é o modelo de negócio ideal. “Hoje, não há como um ponto físico se estabelecer sem uma presença forte no digital – é impossível. Já um negócio digital que conta com uma loja física para transmitir segurança e credibilidade muda completamente de patamar. A melhor empresa é aquela que tem uma presença física consolidada e, ao mesmo tempo, um digital muito bem estruturado”, entende.
Fonte: A Tarde







