O Festival Internacional de Teatro da Caatinga (FITCaatinga) chega à sua 8ª edição com o objetivo de transformar o sertão baiano em palco de trocas artísticas internacionais. Após a abertura no dia 14, no Teatro Ataídes Ribeiro, em Irecê — com a presença de Maria Marighella (Funarte) e Gabriela Sanddyego (Funceb) — o festival segue até o dia 23. No palco inicial, o espetáculo inaugural foi Caetés, o Silêncio e Outros Ramos, do Núcleo Caatinga.
O evento itinerante ocorre em Irecê, João Dourado, Ibititá, Lapão, e nas comunidades rurais de Baixão do Zé Preto, Meia‑Hora e Angical. O festival ocupa não apenas teatros, mas também praças, ruas e áreas quilombolas, aproximando as artes de comunidades historicamente excluídas.
Idealizado por Paulo Atto em 2012, o FITCaatinga nasceu com base em um programa de educação junto ao semiárido. De regional, passou a receber grupos da América Latina, Portugal e Espanha em edições anteriores, consolidando sua vocação internacional .
A formação de artistas locais também é destaque. O evento contou com mestres como Eugenio Barba (Odin Teatret) e Julia Varley, que ministraram masterclass e apresentaram o espetáculo Compaixão, inédito no Brasil, além da presença de Rui Frati, referência no Teatro do Oprimido .
Além das performances, o festival oferece oficinas e debates nas áreas de figurino, cenografia e bonecos, ampliando o acesso à produção teatral e fortalecendo o teatro como espaço de encontro humano e resistência cultural .
Fonte: A Tarde







