“Estou muito feliz com esse acontecimento. A situação atual do Pelourinho é um desafio constante para todos nós e a Cantina não está imune a isso. Mário Kertész sempre foi um amigo especial deste lugar, chegando até a despachar aqui como prefeito, e agora Chico, seu filho, nos honra com seu apoio, demonstrando consciência e sensibilidade patrimonial. Só nos resta agradecer bastante”, diz Clarindo.
De fato, entre outras proezas, a Cantina da Lua guarda essa, de ser, talvez, o único bar-restaurante no mundo a sediar de fato uma prefeitura. E da primeira capital do Brasil! Foi quando Mário implantou ali o seu gabinete, no início de seu segundo mandato, em 1986, enquanto o Palácio Thomé de Souza era construído.
Para viabilizar a obra, Chico e Mário convocam outros empresários a se unirem a esta causa. E os doadores terão seus nomes ou de suas empresas eternizados em uma placa na Cantina. Aliás, esta tradição é responsável, por exemplo, por estar justamente ali a placa que atesta o tombamento do Centro Histórico pela Unesco, em dezembro de 1985 – portanto há 40 anos, um adendo à celebração.
Pela Cantina da Lua passaram nomes como João Bosco, Riachão, Ederaldo Gentil, Claudete Macedo, Batatinha, Nelson Rufino e tantos mais. Para ela, canções foram compostas, livros escritos. Verdadeira embaixada do Centro Histórico de Salvador, comemorar seus 80 anos em grande estilo é um dever civilizatório. E a iniciativa já está em prática. Mãos à obra.
Fonte: Bahia News







