Mais do que uma homenagem a Gregório de Mattos, o “Boca do Inferno”, o projeto é um convite para ouvir com os olhos e reconhecer a potência da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da cultura surda em encontros que celebram a acessibilidade realizados em dois espaços: na Fundação Pierre Verger e no Cine-Teatro Solar Boa Vista.
À frente da curadoria está a intérprete Isabela Miranda, que há mais de 25 anos atua em iniciativas socioculturais e educacionais junto à comunidade surda. O projeto nasce de sua trajetória e de um desejo coletivo: dar visibilidade às vozes e sinais que também constroem a identidade cultural da Bahia e do Brasil.
“Celebrar Gregório de Mattos em Libras é mais do que uma homenagem ao poeta, é um ato de afirmação da comunidade surda. Inclusão não é um favor, é um direito. Ao reunir voz e sinais no mesmo palco, queremos mostrar que a cultura surda é viva, potente e essencial para a construção de uma sociedade mais justa e diversa”, defende Isabella.
A programação começa no dia 19 de setembro (sexta-feira), às 14h, na Fundação Pierre Verger, no Engenho Velho de Brotas, com o Workshop de Libras e a Contação de Histórias em Libras para adultos e crianças. As inscrições para o workshop estão abertas e podem ser feitas através do link.
No dia 20, sábado, às 18h, um grande Sarau Acessível acontece no Cine-Teatro Solar Boa Vista. Os poemas de Gregório de Mattos serão revisitados em voz e em sinais, em diálogo com manifestações afro-brasileiras.







