O avanço da inteligência artificial exige mais do que adaptação tecnológica: demanda pensamento crítico, cultura e vivência real. Essa foi a mensagem central do presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron, que concedeu entrevista ao BNEWS, durante o 4º Congresso Internacional de Inovação Jurídica, o AB2L Lawtech Experience. O evento acontece nesta terça-feira (12), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
À reportagem, Saron ressaltou que, para lidar com a avalanche de informações, e possíveis distorções, trazidas pela IA, é necessário resgatar hábitos simples, como a leitura. “Não apenas livros técnicos, mas obras de ficção e narrativas diversas, que ampliam nossa capacidade de fabulação e reflexão”, afirmou.

Gestação seguraDepois da menopausa: Saiba como a mulher pode ter uma gravidez segura após os 40 anos

Novidade mercadológicaShopping que custou mais de 100 milhões de reais será inaugurado na região oeste da Bahia
Ele defendeu ainda que saber fazer boas perguntas é mais importante que aceitar respostas prontas. “Como diria Sócrates, a boa pergunta é mais importante que a resposta. E, quando a resposta chega, é fundamental buscar fontes e referências confiáveis”, disse.
O executivo ainda apontou três habilidades essenciais para o profissional do futuro: pensamento analítico, para decompor problemas e entender a relação entre partes e todo; pensamento criativo, para propor soluções originais e inovar; e capacidade de adaptação, para enfrentar mudanças constantes sem se paralisar.
Para Saron, a filosofia não é apenas uma aliada do direito, mas de todas as profissões que trabalham com conhecimento. “Ela amplia a densidade de raciocínio, cria conexões e oferece critérios sólidos para lidar com padrões e memórias que a IA organiza como ninguém”, explicou.
Sobre o combate à desinformação, especialmente em tempos de fake news, o presidente da Fundação Itaú fez um alerta: equilibrar o mundo digital com experiências reais.
Fonte: Bahia News







