Em Feira de Santana, foram aplicados programas para promover alfabetização, reduzir o atraso escolar e fortalecer a aprendizagem dos alunos.
Uma análise do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) apontou que programas educacionais aplicados em Feira de Santana apresentaram alto retorno social para cada real investido. A cidade foi uma das quatro selecionadas para o estudo, que avaliou o impacto dos programas Se Liga e Acelera Brasil, desenvolvidos pelo Instituto Ayrton Senna e voltados a estudantes com defasagem idade-série.
Segundo o estudo, cada R$ 1 investido nos programas resultou em R$ 18,56 em benefícios para a sociedade. Esse retorno considera tanto ganhos educacionais, como melhora no desempenho em português e matemática, quanto impactos econômicos, como a redução de custos para o sistema público.
Além de Feira de Santana, a análise incluiu os municípios de Juazeiro (BA), Maceió (AL) e Porto Velho (RO). Juntos, os resultados indicaram um valor social total estimado em R$ 79,8 milhões.
Os programas atuam há mais de 20 anos em parceria com redes públicas de ensino. Em Feira de Santana, foram aplicados para promover alfabetização, reduzir o atraso escolar e fortalecer a aprendizagem dos alunos. A iniciativa também busca melhorar a gestão educacional e o acompanhamento pedagógico.
A metodologia usada foi a Análise de Custo-Benefício (ACB), que mede resultados além do desempenho escolar, considerando também aspectos como a melhora na autoestima dos alunos e a expectativa de permanência na escola.
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Segundo o IDIS, a implementação de políticas educacionais com base em dados concretos pode contribuir para a redução das desigualdades sociais e ampliar as oportunidades para crianças e jovens. O estudo também reforça que o investimento em educação gera economia para o Estado e melhores perspectivas para o futuro dos estudantes.
“O maior diferencial desses programas está em olhar com intencionalidade para o aluno em defasagem. Isso devolve não só a oportunidade de aprender, mas também a confiança e a autonomia para seguir estudando”, explicou Gabriela Cáceres, gerente de Avaliação e Monitoramento do Instituto Ayrton Senna.
O levantamento conclui ainda que os programas analisados têm potencial de gerar impactos não monetários relevantes, como a redução de evasão escolar, melhor inserção futura no mercado de trabalho e fortalecimento da saúde mental dos alunos.
Fonte: Acorda Cidade







