Durante os dois dias de programação, o público acompanhou sete painéis temáticos que abordaram desde a conservação dos ecossistemas costeiros até políticas públicas de governança oceânica, passando pela educação marinha, investimentos em conservação sustentável e o papel da cultura e da ancestralidade dos povos tradicionais.
Entre os momentos de destaque, estiveram a entrega concedida a personalidades que contribuíram para a defesa da natureza e das comunidades costeiras, e as apresentações culturais que valorizaram as tradições populares, como as da sambadeira Rita da Barquinha e do grupo Agbê.

Os debates também deram visibilidade a iniciativas como o Projeto Costamar, voltado ao fortalecimento da pesca artesanal no litoral norte do Brasil; experiências de reflorestamento de manguezais; a inclusão das marisqueiras na Agenda 2030; e a certificação de créditos de carbono em áreas costeiras.
A conferência foi encerrada com o Painel sobre Economia Azul e Desenvolvimento Sustentável, que apresentou experiências de empreendedorismo marinho, inovação na cadeia produtiva da pesca artesanal e arranjos locais para geração de riqueza sustentável. As palestras completas da III Conferência Oceânica do Brasil estão disponíveis no YouTube da Redemar Brasil pelo link: https://bit.ly/3IQAdKg.
A Conferência integrou o 12º Festival das Baleias de Salvador, realizado na capital baiana entre os dias 25 e 28 de setembro. A programação contou com esculturas feitas com materiais reciclados espalhadas pela cidade, mutirões de limpeza, ações de sensibilização e shows que celebraram vida, a arte e a natureza. Entre os destaques, o tradicional “Abraço ao Farol da Barra” com a participação de alunos da primeira escola estadual azul, além da exposição “Gente que Festeja o Mar”, que revela a conexão de Salvador com o oceano por meio da arte e das tradições populares. A mostra permanece em cartaz no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, até 31 de outubro.

Segundo os organizadores, o encontro consolidou Salvador como um espaço de reflexão e articulação em torno da conservação oceânica e do protagonismo das comunidades tradicionais, apontando caminhos para políticas públicas mais inclusivas e sustentáveis. Onde tem Banco do Nordeste, tem Governo Federal.
Fonte: A Tarde







