Tema foi discutido durante sessão legislativa na Câmara de Vereadores
“Está sendo trabalhado e discutido no ensino fundamental, para alunos de 7º e 8º ano, entre 12 e 13 anos, esse livro [‘Capitães da Areia’]. Se os senhores procurarem em livrarias e sites, ele tem uma classificação indicativa de 18 anos. Porém, a classificação dele, divulgada e oficial, é de 14 anos”, iniciou a vereadora bolsonarista na última segunda-feira, 16.
Ela ainda continuou em sua fala: “É uma maneira que o governo federal tem – que a esquerda tem – de introduzir a literatura brasileira. […]. O que eu quero dizer com isso é que esse livro promove a marginalização infantil, é uma maneira pela qual a esquerda está infiltrando esse livro nas escolas”.
Na ocasião, a vereadora demonstrou preocupação com o conteúdo exposto no livro e fez um apelo à secretária de Educação do município para retirar a obra da grade curricular dos jovens.
“O livro fala sobre racismo, romantiza o estupro, a relação sexual de adultos com crianças; esse livro está sendo discutido em sala de aula. Estou aqui fazendo um apelo para a secretária de Educação: há outros livros e outros materiais que podem ser discutidos em salas de aula para as nossas crianças”, afirmou.
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Limone ainda diz ser a favor da discussão do livro, mas voltou a rechaçar a inclusão do exemplar em sala de aula.
“Eu não sou contra esse livro; inclusive, espero que esteja disponível na biblioteca municipal. Esse tipo de leitura cai no vestibular, só que este tipo de material é para um adulto. É para quem quer buscar esse conhecimento, ter ele à disposição, e não para os alunos de 12 a 13 anos”.
Ao fazer referência a Jorge Amado, a política o intitulou de “comunista” e citou a trajetória do autor de “Gabriela, Cravo e Canela” na política.
“Quem foi Jorge Amado? Um escritor comunista, famoso, conhecido, inclusive, foi deputado federal e teve o seu mandato cassado. É isso que estamos ensinando para as nossas crianças”, questionou.
Fonte: A Tarde







