A Bahia mantém posição de destaque entre os estados mais populosos do Brasil, mas com crescimento bem abaixo da média nacional. De 2012 a 2024, a população baiana aumentou apenas 3,9%, chegando a 14,8 milhões de habitantes. O índice foi o quarto menor do país, segundo dados divulgados na quinta-feira (22) pelo IBGE.
“No período, o Brasil como um todo cresceu 7,5%. O avanço na Bahia foi bastante inferior, colocando o estado entre aqueles de menor expansão populacional do país”, informou o Instituto. Mesmo assim, a unidade federativa segue como a quarta mais populosa, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Apesar da expansão tímida, o perfil demográfico da Bahia mudou de forma significativa. O crescimento concentrou-se nas faixas acima de 40 anos, enquanto crianças e jovens perderam espaço. Entre 2012 e 2024, a população idosa aumentou 57,7%, alcançando 2,3 milhões de pessoas e representando 15,9% dos baianos. No mesmo período, o número de crianças e adolescentes caiu 18,9% e o de jovens de 18 a 29 anos recuou 9,6%. Essa transformação indica um claro processo de envelhecimento, que pressiona políticas públicas em áreas como saúde, previdência e assistência social.
O levantamento também mostra mudanças na composição de gênero. As mulheres passaram a representar 52% da população baiana em 2024, acima da média nacional (51,2%), o que levou o estado da oitava para a quinta posição entre os mais femininos do país.
A presença feminina avançou ainda mais dentro dos lares. Hoje, 53,7% dos domicílios são chefiados por mulheres, proporção que cresceu 73,4% em 12 anos. Nesse mesmo período, diminuiu o número de mulheres que se declaravam cônjuges ou filhas, sinalizando maior protagonismo feminino na condução das famílias.
Outra mudança ocorreu no recorte racial, segundo apontam os dados do IBGE. A população preta saltou de 2,4 milhões para 3,6 milhões de pessoas, um crescimento de 46,5% em 12 anos. Hoje, quase um quarto dos baianos se declara preto. Em contrapartida, a população branca caiu 5,3% e a parda recuou 6,2%, movimento inverso ao registrado no país, onde os pardos tiveram crescimento.
No campo do saneamento, os resultados foram mistos. Entre 2023 e 2024, a Bahia liderou os aumentos absolutos no acesso à rede de esgoto e à coleta de lixo, com mais 580 mil e 398 mil moradores atendidos, respectivamente. “Ainda assim, a cobertura segue menor do que a média nacional”, destacou o Instituto.
Já o abastecimento de água avançou pouco, passando de 84,3% para 85% da população atendida. Com isso, a Bahia caiu para a 16ª posição entre os estados no ranking de atendimento.
Fonte: Tribuna da Bahia







