Aplicativo desenvolvido por grupo de pesquisa da UFRB promove conexão entre diferentes gerações

As estudantes Aurora Pimentel Girardi Rodrigues e Maria Cândida Cruz Forte, foram responsáveis pelo design e criação do aplicativo.

Beatriz Sodré Santos, de 23 anos, é natural de Ipupiara, na região central da Bahia, e cursa o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, com terminalidade em Psicologia, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Santo Antônio de Jesus, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Joaquina Maria Sodré, de 83 anos, é avó de Beatriz e mora em um povoado de Ipupiara, a cerca de 500 quilômetros da cidade onde a neta reside.

Além da distância geográfica, a diferença de idade e, naturalmente, de interesses são fatores que podem dificultar a conexão entre as duas. Justamente com o objetivo de estreitar laços entre pessoas como Beatriz e Dona Joaquina, o Núcleo de Estudos Avançados em Desenvolvimento Humano e Saúde Mental da UFRB desenvolveu o Recontar, um aplicativo de perguntas para ser jogado em família.

O projeto foi idealizado pela professora Dóris Firmino Rabelo, do CCS/UFRB, como parte de sua pesquisa de Bolsa de Produtividade. Inicialmente, o Recontar foi pensado como um jogo em família para prevenir a solidão e o isolamento social de pessoas idosas durante a pandemia da Covid-19. Posteriormente, foi transformado em aplicativo de celular para ampliar o acesso e facilitar o uso. As estudantes Aurora Pimentel Girardi Rodrigues e Maria Cândida Cruz Forte, do curso de Psicologia, foram responsáveis pelo design e criação do aplicativo.

Com 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 14,7% da população do Brasil, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tecnologia pode ser uma importante aliada para promover e facilitar o contato intergeracional e prevenir o isolamento de pessoas idosas. A professora Dóris defende que “essas tecnologias promovem conexões sociais e a participação ativa, estimulam a cognição, ajudam as pessoas idosas a se sentirem valorizadas e integradas, promovem autoestima e autoeficácia. Podem promover empatia e compreensão entre diferentes gerações, derrubando estereótipos e promovendo aprendizagem mútua”.

 

 

 

Fonte: Acorda Cidade

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