A Associação de Blocos de Salvador (ABS), no entanto, afirma que a assembleia não poderá ter caráter deliberativo, considerando que o MP-BA é um espaço imparcial e apena de debate de propostas
A Associação de Blocos de Salvador (ABS), no entanto, afirma que a assembleia não poderá ter caráter deliberativo, considerando que o MP-BA é um espaço imparcial e apena de debate de propostas. A resolução, inclusive, contraria o espírito de transparência e participação defendido pelo próprio Ministério Público, que, em 18 de fevereiro deste ano, promoveu uma reunião aberta com diversos setores do Carnaval para discutir a organização da festa e a diversidade cultural. A exclusão de blocos e entidades que não fazem parte do conselho levanta, ainda, questionamentos sobre a legitimidade das decisões a serem tomadas.
O MP-BA instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a atualização das regras do Carnaval, sob responsabilidade do promotor Pablo Antonio Cordeiro de Almeida. O objetivo é garantir que as mudanças sejam feitas de forma democrática, respeitando os interesses de todos os envolvidos na festa.
A ABS já manifestou preocupação com a decisão do Comcar. A entidade lembra que, no Carnaval de 2025, precisou recorrer à Justiça para assegurar o direito de seus associados de desfilarem no circuito Barra/Ondina, após alterações unilaterais na ordem dos desfiles. “Diante da repercussão negativa, espera-se que o Comcar reavalie sua posição e amplie a participação na assembleia, garantindo um debate mais inclusivo e transparente sobre as regras que impactarão a maior festa popular de Salvador”, diz a Associação.







