O Enem também permite pleitear financiamento estudantil em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)runa Araújo/MEC
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado em 1998, é uma parte fundamental da vida acadêmica do Brasil — servindo para ingresso em diversas faculdades no Brasil através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
O Enem também permite pleitear financiamento estudantil em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Mas o Enem também pode ser uma porta de entrada para universidades no exterior?
A resposta depende de cada instituição e de cada país. Universidades de ponta no exterior costumam ter processos rigorosos de admissão em que o Enem não é levado em conta.
Alguns países têm processos próprios semelhantes ao Enem, e não aceitam o exame brasileiro. É o caso da Alemanha, onde mesmo estudantes brasileiros precisam fazer o exame nacional do país, o Abitur. O Abitur é realizado em algumas escolas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O país onde o Enem é mais amplamente aceito como forma de ingresso é Portugal, devido a um acordo entre os governos dos dois países.
Mais de 30 universidades, institutos politécnicos e escolas superiores têm acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Mas cada instituição portuguesa define as regras e os pesos para uso das notas.
Veja no final desta reportagem as 35 instituições portuguesas que aceitam o Enem nos seus processos.
Confira abaixo alguns países cujas instituições citam o Enem em seu processo de admissão.
A Universidade de Oxford, a mais antiga do mundo, não aceita o Enem como forma de ingresso em seus programas de undergraduate (equivalente à graduação no Brasil).
O site da Universidade de Cambridge para estudantes brasileiros, também considerada uma das melhores do mundo, não cita especificamente o Enem, mas lista uma série de qualificações que são exigidas.
Fonte: Tribuna da Bahia







