Terceira edição do evento celebra o letramento artístico e a produção dos talentos locais
Edilson Espínola, 39 anos, agente de saúde do município de Aratuípe, é, sem dúvidas, um dos moradores com a maior expectativa para a realização da Festa Literária de Aratuípe (FLITA) deste ano. O evento – que será realizado entre os dias 23 e 26 de novembro, com o tema Literatura e Memória – será um marco na vida do Edilson escritor. O coordenador da equipe de Endemias do município escreve poesias desde os 15 anos. “Comecei a escrever quando minha mãe morreu, era uma forma de transbordar”.
O livro Poesia & Afeto, lançado pela Cogito Editora, reúne 62 poesias, algumas ainda da época de escola. A produção literária foi dividida em cinco partes: As Marcas, As Dores, Amore, Ciclo e Versos Diversos. “Mostrar meu livro pra minha cidade, o lugar que eu pertenço, será o momento mais aguardado da vida daquele menino que sofreu calado com a perda da mãe, que tinha o choro preso no peito, um grito guardado que ecoava dentro de si, finalmente um desabafo. É também uma forma de gratidão com os diversos atores que marcaram a minha vida: minha família, amigos, os professores que incentivaram desde cedo através da valorização da minha arte”, define o escritor que participará da FLITA ao lado de grandes nomes da produção literária baiana e nacional. Tiganá Santana, Aldri Anunciação, Luana Souza, Sulivã Bispo, Livia Natália, Emília Nunez, Ionã Scarante, Luana Souza, Marcos Cajé, Márcia Mendes e dezenas de outros escritores enriquecem a programação da terceira edição da Festa Literária de Aratuípe (FLITA).
Aratuípe em efervescência cultural
O município de Aratuípe, localizado a 86 Km de distância da capital baiana, terá auditórios, escolas, bibliotecas, ruas e praças ocupadas por uma vasta programação de atividades gratuitas, como palestras, lançamento de livros, rodas de conversa com escritores, oficinas, saraus e apresentações artísticas que fortalecem a cultura local e popular. “No ano do Bicentenário da Independência da Bahia, entendemos que tratar da memória, da politização e ficcionalização das nossas memórias, bem como discutir como a memória convoca conhecimentos sobre território, povo, culturas e dos nossos saberes tradicionais é uma forma de iluminar o presente e alinhavar um futuro”, pontua a curadora da FLITA, Meg Heloise.
A programação completa da festa literária já está disponível no site www.flita.com.br. O evento terá uma exposição fixa em homenagem ao poeta, músico e jornalista aratuipense José Leone, falecido em 1983. O objetivo da FLITA é proporcionar à comunidade um ambiente cultural diversificado, incentivar a formação de novos leitores e valorizar a identidade cultural do município. “A memória é um percurso coletivo. Então, será uma festa para reverenciar nomes potentes e criar novas memórias”, reitera a curadora.







