Gerente de Meio Ambiente da Veracel aponta desafios que a Bahia tem no quesito sustentabilidade

A gerente de Meio Ambiente e Gestão Integrada da Veracel, Virgínia Camargos, ressaltou a importância da 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente (CEMA) com o tema “Emergência Climática: o desafio da transformação ecológica”, promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que acontece nesta terça (11), no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA), em Salvador.

” A Conferência Estadual do Meio Ambiente traz diretrizes de políticas públicas as quais as empresas privadas devem seguir. Porque não adianta a gente tentar seguir um caminho, sendo que o próprio Estado tem outro caminho. Então, se a gente alia as forças, a gente ganha em amplitude das ações”, afirmou.

A gestora aponta quais os maiores desafios que a Bahia enfrenta no quesito de sustentabilidade. Ela chama a atenção para os efeitos das mudanças climáticas e destaca os resíduos sólidos como maior problema do mundo.

“Eu acho que a gente tem vários desafios na questão de sustentabilidade. Estamos vendo uma questão muito latente, que são as mudanças climáticas e precisamos mitigar os efeitos dessas mudanças. Em termos de ESG, nós temos que pensar hoje na questão de resíduo. Resíduo para mim hoje é o grande problema do mundo. A gente vê, nós temos a nossa costa baiana, ela é rica na questão de praias, belezas naturais, mas a gente vê cada dia mais lixos, inclusive de outros países chegando nessa região”, explicou.

Virgínia acredita que isso ocorre, não apenas por uma questão cultural, mas é necessário pensar na parte de educação e em alternativas quanto às questões desses resíduosSegundo a gestora, a Veracel vai levar a agenda para a Conferência Nacional, que será realizada no mês de maio, em Brasília, e, posteriormente, para COP 30, em Belém.

“Sem dúvida nenhuma. Tratativas de resíduos, a parte de ecologia, o isolamento para a biodiversidade, principalmente a fauna, é terrível. Nós temos que começar a buscar essas ações que possam formar corredores, conectar fragmentos e, principalmente a educação ambiental. Eu acho que a grande força do nosso país é a educação ambiental. A gente tem que mudar, transformar as pessoas para que a gente pense em gerações, não mais as futuras, as nossas mesmas”, concluiu.

 

Fonte: Bahia News

 

 

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