Na Bahia, alguns colégios já impõem restrições ao uso dos equipamentos por parte dos alunos
O Ministério da Educação (MEC) está trabalhando na elaboração de um projeto de lei que visa proibir o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil. Segundo a assessoria de comunicação da pasta, o anúncio do texto final deverá acontecer em outubro.
O projeto, que ainda será discutido no Congresso Nacional, se baseia em estudos científicos e na tese de que o uso dos equipamentos traz prejuízos aos alunos. De acordo com pesquisa divulgada pela Agência Brasil, intitulada TIC Educação 2023, lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, 64% das escolas de ensino fundamental e médio já adotam regras para uso dos celulares, enquanto 28% das instituições proíbem os aparelhos em sala de aula.
Na Bahia, alguns colégios já impõem restrições ao uso dos equipamentos por parte dos alunos. Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, afirma que a categoria é a favor do projeto federal que está sendo elaborado, tendo em vista que o assunto “precisa de uma ação de rigor, pois o uso de celulares em sala de aula não ajuda no processo ensino aprendizagem”.
Por outro lado, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) discorda da medida, destacando que “o uso de equipamentos eletrônicos em sala de aula, como celulares, tablets e demais aparelhos, têm se constituído como aliados nos processos pedagógicos e de aprendizagem quando utilizados com mediação de profissionais da educação”.
A pasta informou ainda, em nota, que entregou 148.804 tablets para os estudantes do 2º ano do ensino médio da rede estadual de ensino, através do projeto Conectar Para Educar e que a utilização em sala de aula deve ser mediada pelos profissionais da educação, tornando as aulas mais atrativas e interativas.
“Os aplicativos pedagógicos instalados nos tablets atendem os diferentes componentes curriculares: matemática (calculadora gráfica, geometria e geogebra); português e libras (dicio, fiolibras, hand talk, jamboard e google tradutor); empreendedorismo (canva, escola virtual
gov, notas de keep, planilhas, adobe scan, agenda, documentos, drive e meet); estratégias de comunicação (cap cut, câmera, youtube e vlc); outras palavras (duolingo e google tradutor); conhecendo a bahia (maps e google earth); e jogos pedagógicos (scratch e kahoolt!)”, complementa a SEC.
Fonte: Tribuna da Bahia







