Intolerância religiosa e regularização fundiária são debatidas em encontro
Pai Josias de Xangô, coordenador dos Povos Tradicionais da pedra de Xangô Obásorun e presidente da Associação Bominfá, destacou a importância de democratizar o acesso à informação sobre regulamentação fundiária. “Precisa ser dado o devido suporte ao nosso povo, pois a regularização perpassa por assumir custos que muitas vezes a maioria das casas não dispõe. Essas rodas de conversa democratizam as informações, garantindo que as políticas públicas beneficiem os terreiros menores, e não apenas os grandes terreiros”, explicou Josias. No evento houve uma visitação guiada ao Ilê Axé Obá Paleomon, que permitiu ao público conhecer de perto os espaços sagrados e suas práticas, visando o entendimento e o respeito pela religião.
A busca por uma regulamentação fundiária eficiente enfrenta diversos desafios, como a falta de recursos financeiros e a complexidade do processo burocrático. Celso Almeida ressaltou que, apesar de haver legislação vigente, a implementação efetiva depende da adequação das comunidades e do suporte do governo. “A regulamentação fundiária é uma forma de garantir a continuidade da existência das comunidades de terreiro, protegendo-as contra os riscos de exclusão e destruição”. Segundo Tata Eurico, Coordenador de Políticas Raciais da Secretaria Municipal da Reparação, as políticas públicas são essenciais para a preservação dos terreiros. “Estamos empenhados em instruir as lideranças para que possam se adequar às leis de regulamentação fundiária. É um processo que visa não só a proteção do espaço, mas também o reconhecimento das práticas religiosas”, afirmou.
Fonte: A Tarde







