Premiação foi entregue no Dia da Internet Segura e promove a cidadania digital por meio de projeto da Safernet.
O professor Reginaldo Silva Araújo, do Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, na cidade de Seabra, Bahia, foi o 1º colocado na segunda edição do Prêmio Cidadania Digital em Ação, cuja classificação foi anunciada na quarta-feira (12), durante o evento principal da 17ª edição Dia da Internet Segura, que acontece em São Paulo.
A iniciativa integra o projeto gratuito da Disciplina de Cidadania Digital, uma parceria da ONG Safernet Brasil e do Governo do Reino Unido no âmbito do Programa de Acesso Digital (Digital Access Programme, DAP). O objetivo do projeto é apoiar escolas públicas e secretarias de educação na criação de um currículo sobre uso seguro e consciente das tecnologias para o ensino médio e os anos finais do ensino fundamental. Professores que aderem ao projeto têm acesso a planos de aula, curso de formação, atividades de mentoria e podem se inscrever na premiação.
“De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, que orienta os currículos do ensino infantil, fundamental e médio, todas as escolas devem ensinar sobre cultura, cidadania e segurança digital. Mas sabemos que existem muitos desafios para que isso seja verdade, em especial nas escolas públicas. O prêmio é uma estratégia de dar visibilidade para professoras e professores que, a despeito desses muitos desafios, realizaram em 2024 um trabalho incrível de orientar seus estudantes a usar a internet e as tecnologias digitais de uma forma mais crítica. Eles são protagonistas de uma mudança cultural, onde temas como prevenção a violência online, ciberbullying, privacidade e proteção de dados, entre outros, passam a fazer parte da formação cidadã dos nossos estudantes”, explica Guilherme Alves, gerente de projetos na Safernet Brasil e coordenador do projeto.
“É com grande satisfação que apoiamos a segunda edição do Prêmio Cidadania Digital em Ação, uma iniciativa que reconhece o empenho de educadores na promoção de um ambiente digital seguro e inclusivo. Por meio do Programa de Acesso Digital, o Reino Unido reafirma seu compromisso em colaborar com projetos que incentivam jovens a se tornarem cidadãos digitais conscientes e preparados para o mundo online e a fazerem parte de ecossistemas digitais que enfrentem os desafios de desenvolvimento de suas comunidades”, afirma Mariana Cartaxo, assessora sênior e diretora do Programa de Acesso Digital da Embaixada Britânica no Brasil.
Veja como ficou a classificação final da edição 2024 do prêmio
1º lugar – Reginaldo Silva Araújo – Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos – Seabra (BA)
Mesmo sem internet o tempo todo na escola, o professor realizou com cerca de 100 estudantes do 2º e 3º ano do ensino médio uma série de atividades focadas em bem-estar online, abordando o combate ao racismo, a inclusão de pessoas com deficiência, o uso seguro da inteligência artificial e a educação midiática. Uma importante iniciativa foi o “Café das Origens”, iniciativa de resgate e valorização das ancestralidades negras e indígenas dos estudantes. Uma aluna participou de um concurso estadual de redação e ficou em segundo lugar.
Logo após o prêmio, Reginaldo conversou com a equipe de comunicação da SaferNet e contou sobre uma das iniciativas que ele desenvolveu com a ajuda da disciplina, o projeto Games Transformadores, com a participação de “grupos étnicos e raciais, para fazer com que os nossos estudantes do campo e quilombola pudessem expressar suas potencialidades e combater todos os preconceitos, ter práticas antirracistas e serem valorizados no mundo digital também”, disse.
Cada professor premiado pode vir acompanhado de um estudante. Poliana Silva Fraga foi a representante da turma. Ela disse ter ficado eufórica com a conquista do professor, dela e de seus colegas. “É uma grande euforia para receber esse prêmio. Eu não estava muito ansiosa, mas depois que eu percebi que estava chegando perto, eu comecei a ficar muito gelada. E é enorme o prazer de estar aqui, de conhecer, de ter essas novas experiências e poder levar esse troféu para a escola e uma medalha para casa”, disse ela.
Conheça mais detalhes do relato de Reginaldo.
2º lugar – Adrieli Silva dos Reis Andreatta – Escola Municipal José Eurípedes Gonçalves – Campina Grande do Sul (Paraná)
A professora adaptou o plano de aulas da disciplina para uma turma de 28 estudantes do 3º ano do ensino fundamental. Foram realizadas diferentes ações para sensibilizá-los sobre os riscos online e a necessidade de ensinar sobre empatia e respeito nos ambientes digitais. Foram desenvolvidos um ebook, gincana, um jogo para que os estudantes jogassem com suas famílias, cineclube e dinâmicas. Este foi o primeiro ano em que a professora Adrieli usou a disciplina.
3º lugar – Alyne de Assunção Castro – Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Lions Jangada (rede estadual) – Fortaleza (Ceará)
A professora conduziu atividades sobre temas de ciberbullying, respeito e empatia, e saúde emocional com 325 estudantes de Ensino Médio. Foram criados materiais digitais de conscientização sobre violências online, especialmente ciberbullying, e os “Murais dos sentimentos”, construídos colaborativamente na escola como uma forma de discutir emoções, saúde mental e impactos das interações online na vida dos adolescentes e jovens. Outra iniciativa foi um jogo para debater ética na inteligência artificial.
Conheça o relato de Alyne.
4º lugar – Manoel Messias da Silva – Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) João Pereira Gomes Filho (rede estadual) – João Pessoa (PB)
Fonte: Acorda Cidade






