Setor da construção civil continua gerando empregos no estado

É notório que com o passar do tempo, pequenos municípios tornaram-se grandes metrópoles. Seja por um amplo comércio ou por uma grande população, cada lugar tem seu destaque. Nas grandes cidades, cada vez mais há uma necessidade de construir mais centros comerciais e também imóveis residenciais. Dentre os ramos da indústria, o mercado da construção civil tem crescido consideravelmente nos últimos tempos, trazendo consigo também uma maior geração de empregos nesta área.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nível nacional, o índice do quantitativo de empregados da construção civil ficou em 50,7 pontos no mês de maio. Isso significa que houve um crescimento na geração de emprego neste ramo. Mesmo com uma queda na expectativa de crescimento da indústria de construção, que foi de 2,5% para 2%, o quantitativo de contratações foi significativo.

Segundo o boletim da construção civil realizado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no primeiro quadrimestre deste ano mais de 10 mil trabalhadores foram admitidos no ramo da construção civil na Bahia. Ainda segundo o boletim, em abril o estado ficou em segundo lugar no ranking de contratações em todo o país, e na região nordeste liderou em 1⁰ lugar.

Se por um lado o quantitativo de contratações no setor da construção civil é sinal de que os empreendimentos estão crescendo consideravelmente, por outro os custos da indústria da construção também estão aumentando. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), de janeiro até abril deste ano o custo com a mão de obra nesse setor aumentou para 1,22%. Também segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  o custo nacional da construção por metro quadrado em maio foi de R$1.699,79, sendo R$ 1.004,40 relativos aos materiais e R$ 695,39 à mão de obra.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA), Cláudio Cunha, fala sobre como foram os quatro primeiros meses para o setor de construção civil na Bahia e também sobre a expectativa para este segundo semestre. “Fechamos o quadrimestre com um cenário estável dos números de lançamentos e vendas do mercado imobiliário. Para o segundo semestre, nossa perspectiva é de crescimento de 5% em relação ao ano de 2021”, afirmou.

Já o superintendente FIEB, Vladson Menezes, explica como alguns fatores podem influenciar no setor da indústria de construção. “Um efetivo crescimento da Construção Civil, tanto na Bahia quanto no conjunto do país, depende de uma redução das taxas de juros, pois imóveis geralmente são comprados a prazo e o custo do financiamento acaba sendo fundamental na definição do consumidor. Ademais, uma redução sustentável da taxa de juros contribui para o crescimento da economia como um todo. Até que isso aconteça, não se deve esperar um aumento significativo. Uma exceção pode ser a faixa de imóveis mais populares, que se enquadram no Minha Casa Minha Vida, mas esse movimento depende da quantidade de recursos alocados no programa”, ressaltou.

Referente ao perfil dos empreendimentos que os clientes mais têm procurado, Cláudio Cunha, presidente da ADEMI-BA diz: “Os imóveis compactos de alto padrão aparecem como o perfil de imóvel que as pessoas mais têm buscado para morar ou investir. No último quadrimestre de 2023, essa tipologia vendeu mais do que o dobro das outros perfis imobiliários”

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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