Sidônio que toma posse na próxima terça-feira, já definiu as prioridades de sua gestão
O futuro ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, que toma posse na próxima terça-feira, já definiu as prioridades de sua gestão. Entre as principais, está a necessidade de capitalizar melhor as ações dos ministérios da Saúde e da Educação, considerados cruciais para melhorar a percepção popular sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato.
Palmeira iniciou as articulações com encontros estratégicos, incluindo reuniões com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e sua equipe. A pasta da Saúde, que conta com um dos maiores orçamentos da Esplanada, enfrenta críticas internas pela falta de comunicação eficiente com a população. Durante seu primeiro pronunciamento público como futuro titular da Secom, Sidônio destacou a importância de uma comunicação mais direta e tecnológica.
Ao jornal O Globo, o baiano defendeu que “é importante que na gestão não seja analógica e se comunique com as pessoas”. “Na área de saúde, é importante que as pessoas saibam onde se vacinar. Isso é uma forma de comunicação que muitas vezes não sai da Secom, sai de um aplicativo”, ressaltou.
Saúde
A Saúde também vem passando por ajustes internos, incluindo media training para a ministra e trocas na equipe, o que já reduziu crises na área. Com viagens programadas para Belo Horizonte e a Terra Indígena Yanomami nos próximos dias, Nísia Trindade busca fortalecer a agenda positiva e amplificar as ações do ministério.
Outra frente prioritária será a Educação, liderada pelo ministro Camilo Santana. A pasta, responsável pelo programa Pé de Meia, lançado em 2024, tem sido destaque por sua proposta de incentivar poupança para estudantes de baixa renda. No entanto, o Planalto avalia que é possível explorar mais as ações da pasta para consolidar uma percepção positiva. O programa terá expansão em 2025, com as novas modalidades Pé de Meia para Licenciatura e Pé de Meia Universitário, prometendo movimentar a comunicação do governo.
Sidônio Palmeira, que nos primeiros anos do governo foi um conselheiro informal de Lula, chega à Secom com carta branca para implementar mudanças e estabelecer uma narrativa mais coesa para o governo.







